quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Con qual fantasia yo vou en la fiesta que tu me convidaste?

Arriba, muchachos!!!

Festenha chegando, corações batendo mais forte, quanta emoção, quanta passione!

Deu um vazio criativo na hora de decidir a roupa? Não sabe que fantasia usar? Não quer gastar dinheiro? Su problemas se fueram!

Segue aqui algumas diquitas de roupas para você vestir o personagem e entrar no clima mexicano. Sugestões de trajes dos mais tradicionais aos mais inventivos, inspire-se!

México romanesco (vista um personagem dos tão queridos seriados e novelas mexicanas, ponha a mente em nostalgia e voe longe! Você verá que as opções são infinitas)

RBD
Chaves
Chapolin
Professora Helena
Maria Joaquinha
Cirilo
Chiquita
Betty, la fea
Mari Mar
Luz Clarita
Paola e Paulina

México intensamente ou México passiones (incorpore um espírito mexicano. Vá além da fantasia, viva intensamente um forte drama mexicano)

Mulheres:
Rica traída assassina
Mulher traída, ainda apaixonada, que ficou louca
Mulher má por criação
Moça virgem grávida
Menina mimada apaixonada pelo pilantra
Passional suicida (por qualquer motivo)
Moça pura trabalhadora da roça
Velhinha nas últimas
Riquinha puta
Criança superdotada

Homens:
Gigolô bonitão casado com velha pela grana
Alcoólatra depressivo solitário
Filhinho de papai festeiro mulherengo
Adolescente rebelde sem calças
Falido, viciado em jogo
"Bicheiro", que só da golpes
Criança supre dotada
Inteligente que virou mendigo
Bom moço enganado pela esposa
Galã apaixonado por uma virgem
Trabalhador braçal que pega mulher casada rica

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Só para emocionar

Entre duendes e fadas, a terra encantada espera por nós
Abra o seu coração na mesma canção em uma só voz
Entra vem no picadeiro, pintar essa cara com tinta e pó
Deixa a criança escondida, esqueci de esquecer que ela é a voz

Embarque nesse carrossel, onde o mundo faz de conta a terra é quase o céu
Embarque nesse carrossel, onde o mundo faz de conta a terra é quase o céu
Embarque nesse carrossel, onde o mundo faz de conta a terra é quase o céu
Embarque nesse carrossel, onde o mundo faz de conta a terra é quase o céu

No nosso circo maluco você é de tudo até Super-herói
Você é a roda gigante, o anão, o elefante, o índio, o caubói
Venha não perca o seu tempo que a idade se pode escolher
Venha ser uma criança, girar nessa dança ser o que quiser

Embarque nesse carrossel, onde o mundo faz de conta a terra é quase o céu
Embarque nesse carrossel, onde o mundo faz de conta a terra é quase o céu
Embarque nesse carrossel, onde o mundo faz de conta a terra é quase o céu
Embarque nesse carrossel, onde o mundo faz de conta a terra é quase o céu

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Algumas chamadas das telenovelas

Eu sempre achei estranho que a entrada das novelas mexicanas acabavam contando toda a história que viria na novela, tirando um pouco a graça do "gran finale".

Mas pensando bem ... não faz muita diferença já que como dito anteriormente, no primeiro episódio já sabemos o que acontecerá no último capítulo. Com enredos formatadinhos e finais felizes!

Segue algumas imagens de chamadas de novelas, deixo as imagens falarem por si próprias.









Depois coloco mais referências como essas, verdadeiras artes do layout!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

El furor da juventude

Bom, já falamos dos dramas infantis e de como eles influenciaram nosso dramalhão de cada dia. Agora vamos à adolescência, época em que começamos a ter novas experiências, que nos despertaram também novos dramas. Não apenas novos, mas diferentes, hormonais, sentimentais. Em essência: dramas sexuais.

Emoção, furor da juventude e sangue mexicano. Essa soma não poderia resultar em coisa simples. Ela começou a influenciar nossos pensamentos, nossas fantasias e nossos sonhos. Os mocinhos passaram a imaginar a coleguinha, a professorinha, a empregadinha nuas. Fantasiando tudo o que suas cabeças (as duas) permitiam.

Mas as mocinhas inocentes não queriam saber de serem personagens dessa fantasia. Elas estavam românticas, cheias de amor para dar, sonhando em encontrar o seu príncipe encantado, lindo, alto, educado, inteligente, charmoso, que estivesse as esperando ansiosamente em um cavalo branco na esquina de suas vidas. Simples assim.

E por que tudo isso? Por que todos esses pensamentos romanescos? Vejamos os fatos. Nesse período, o que marcava a era mexicana era a triologia das Marias: Mari Mar, Maria Mercedez e Maria do bairro, as três com praticamente o mesmo enredo, elenco e tendo a atriz-cantora-modelo-bailariana-mexicaníssima Thalia como protagonista de todos eles.

Linda, meiga e pura, ela era sempre a pobre menina que enfrenta má sorte durante toda sua existência. Tudo, absolutamente TUDO, pode e vai acontecer com ela. O mundo conspira contra, vilões querem prejudicá-la, cafajestes a assediam, invejosas tentam derrotá-las e seus avós, sua única família, são bonzinhos, mas muito doentes e ameaçam morrer a toda hora. Oh, injustiçada menina.

Mas, um belo dia, ela vai até um lugar tranquilo chorar e lá está ele: o galã da história, com um coração humilde de um pobre homem e o bolso cheio de um belo ricaço. Eles se vêem, os olhares se cruzam e, com um delicado gesto, ele limpa as lágrimas que escorrem pelo rosto da pobre e bela mulher. Em qualquer outro mundo ele iria embora e no máximo ficaria a pensar “que gostosa”. Mas não, estamos no mundo mexicano, então, assim que eles se tocam, o coração dispara, a alma vibra, sinos tocam e eles se apaixonam imediatamente.

Apesar de enfrentarem muitos obstáculos ainda durante toda a trama, com TUDO ainda dando errado, nos últimos minutos da novela todos os problemas desaparecem. O cafajeste vai preso, a invejosa vira faxineira suja e acabada (ou louca em manicômio, suja e acabada), os avós tomam o elixir da vida eterna e ela fica rica, mais linda ainda, com o homem perfeito lhe amando loucamente e, juntos, vivem felizes para sempre.

Lindo, certo e do jeito que tudo deveria ser, não é? Pois é, agora vai dizer para a mocinha que com ela não é exatamente isso que acontece, que suas brigas com os pais por que não deixam ela sair de carro não são o fim do mundo, que as amigas ficando com o menino que ela estava de olho não é a pior traição que um ser humano poderia sofrer e que sua vida não poderia ser pior.

E, se elas vivem num conto mexicano, como não esperarem pelo final já escrito? Assim, seguem as adolescentes contagiadas pela fantasia dos belos e dramáticos romances mexicanos, esperando seu amor eterno aparecer em um cavalo branco, salvá-la de todos seus problemas e lhe levar ao sublime mundo do amor.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Desde chiquititos - Parte 2

Agora, para nos embriagar de pensamentos nostálgicos: imagens que ninguem nunca esqueceu!






Desde chiquititos

O mundo mexicano permeia nossas vidas há muito tempo. Você pode não perceber, mas quais os programas que você assistia quando era criança? Quem não almoçava vendo Chaves e depois esperava começar as aventuras de Chapolin Colorado? E, claro, quem não assistia Carrossel? Os programas mexicanos eram puro sucesso na televisão brasileira.

Chaves encantava pelo seu humor simples e ingênuo, a série era leve e divertia a todos. Mas a essência mexicana se revelava nos personagens. Primeiro, podemos citar o protagonista, um menino pobre, orfão, que morava em um barril, estava sempre sujo, com fome e se metendo em confusões. A Dona Florinda, viúva de um marinheiro que morreu na guerra, criava sozinha seu filho bochechudo. Seu Madruga era um desempregado, sem mulher, com uma filha levada e chorona para cuidar (ou não). Para não falar do carteiro velho que sofria crises de fadiga, da criança obesa discriminada e por aí vai.

Já Chapolin Colorado, Polegar Vermelho ou o Vermelhinho, era o personagem principal de um tremendo dramalhão mexicano disfarçado pelo seu humor escrachado. O super-herói latino trapalhão e medroso vencia todos os seus medos para enfrentar o inimigo. E as vítimas clamavam pelo herói com o famoso bordão que levava o seriado ao ápice do espírito mexicano: "Oh, e agora, quem poderá me defender?".

E Carrossel (aaah, o Carrossel), esse aí era o dramalhão mirim mais envolvente de todos. A querida professorinha Helena, os alunos estereotipados, todos diferentes em perfil e aparência, cada um vivendo seus dramas. Quem não tomava as dores do Cirilo com o descaso da Maria Joaquina? Quem não suspirava de amor junto com Laurinha? Por que "isso é tãão romântico". E todos os outros encantadores personagens que merecem um post à parte.

Nossa geração não assistia Pokémon e desenhos japoneses de luta na televisão, assistíamos os enredos disponibilizados pelo SBT, que nos imergiu no fabuloso mundo dos dramalhões mexicanos.

O que isso significa? Da mesma forma que os desenhos japoneses malucos deixam as crianças de hoje violentas, nós, da geração anos 80, temos nossas veias tingidas pelo intenso vermelho mexicano. Deixemos ele fluir!

E para matar a saudade, um link referência.

Apresentação: Maria Thais Villegas

Prazer, meu nome é Thais. Thais de batismo, Maria Thais Villegas após casamento e muito drama.
Nasci em uma família de classe média, financeiramente normal. Sou filha de pai formado em engenharia e mãe em direito, profissionalmente normais. Estudei em colégio bairrista, após os deveres brincava na praça e no playground do prédio, sempre retornando à casa antes das 22h, tive uma criação absolutamente normal.
Porém, aos 21 anos, minha vida mudou.
Perdida em uma cidade no interior de Minas Gerais, em plena festa carnavalesca, entre blocos e marchinhas, encontro: Bruno Paulo Araneda Villegas – um homem nada normal.
Era um rapaz moreno, alto, belo e gordo. 100 kilos de puro charme, irresistível.
Nossos olhos não puderam evitar, nossos corpos não souberam disfarçar. Foi paixão à primeira vista.
Como um retrato, ainda lembro a imagem que se formou em minha mente quando meus olhos o viram pela primeira vez. Seu rosto, o olhar, o sorriso, marcados pelos fortes traços chilenos. Porém, seu nome (composto) denunciava sua verdadeira identidade mexicana.
Vivemos mágicos momentos, fizemos pacto de amor eterno e, em cima do balcão do bar, em bela cerimônia simbólica, nos casamos.
Nossas almas se uniram, seu sangue entrou em minhas veias e me tornei MariaThais Villegas.
Mas, ao fim do carnaval, tivemos que nos separar. Ele, moço do interior, teve que regressar ao lar. Eu, moça da cidade, também tive que voltar ao meu mundo.
Hoje, continuamos a seguir nossas vidas, sofrendo todos os dias pela distância que nos separa, mas firmes, pelo amor que nos une.
Apesar da dor, sabemos: casamos nossas almas, e elas estão laçadas para sempre.
Nosso amor durou 4 dias de festa e continuou em quarta-feira de cinzas. Mas ainda trago comigo a esperança de um dia voltar à serpentina.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Manifesto

Pode me chamar de Bruna, mas depois que você me conhecer por mais tempo vai descobrir: meu nome é Bruna Carolina. “Mas por quê? Não combina!”.

Perguntem a meus pais, aposto que eles vão saber explicar em detalhes toda a beleza por trás da escolha.

Minha mãe e meu pai também têm nomes compostos, é como uma herança, algo que você recebe antes mesmo de nascer, mas não entende durante grande parte de sua vida. Até que você percebe o significado e começa a ser um legado, que você deve passar para frente. E não vai se sentir completo até que realmente passe!

Mas essa não é a questão principal a ser levantada. A questão é: você já reparou que em todas novelas mexicanas as pessoas têm nomes compostos? E que nem por um dia na vida elas têm sossego? Sempre o maior drama do universo acontece.

- Oh, Marcelo Henrique, esse filho em meu ventre, sinto pelo chutar que realmente não é seu, ele não pode viver.
- Não, Maria Joana, não diga isso. Oh, por quê? Por que me traístes no alto da Torre Eiffel com Guilherme Afonso?
- Oh, Santa Virgem Guadalupe nos ajude.

E o nome deles lá, sempre firmes e sonoros, conferindo toda a força de expressão necessária a cada cena.

Pois é, a minha teoria é de que isso tudo não é por acaso. As pessoas que carregam consigo os tais nomes compostos são, na verdade, personagens de uma grande novela da vida real. Corre na veia de suas almas o sangue mexicano e suas vidas são cheias de agitos, dramas e acontecimentos fantásticos.

Mas toda teoria tem que ter embasamento. Por isso, o blog dedicado a esses personagens e suas novelas.