quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Desde chiquititos

O mundo mexicano permeia nossas vidas há muito tempo. Você pode não perceber, mas quais os programas que você assistia quando era criança? Quem não almoçava vendo Chaves e depois esperava começar as aventuras de Chapolin Colorado? E, claro, quem não assistia Carrossel? Os programas mexicanos eram puro sucesso na televisão brasileira.

Chaves encantava pelo seu humor simples e ingênuo, a série era leve e divertia a todos. Mas a essência mexicana se revelava nos personagens. Primeiro, podemos citar o protagonista, um menino pobre, orfão, que morava em um barril, estava sempre sujo, com fome e se metendo em confusões. A Dona Florinda, viúva de um marinheiro que morreu na guerra, criava sozinha seu filho bochechudo. Seu Madruga era um desempregado, sem mulher, com uma filha levada e chorona para cuidar (ou não). Para não falar do carteiro velho que sofria crises de fadiga, da criança obesa discriminada e por aí vai.

Já Chapolin Colorado, Polegar Vermelho ou o Vermelhinho, era o personagem principal de um tremendo dramalhão mexicano disfarçado pelo seu humor escrachado. O super-herói latino trapalhão e medroso vencia todos os seus medos para enfrentar o inimigo. E as vítimas clamavam pelo herói com o famoso bordão que levava o seriado ao ápice do espírito mexicano: "Oh, e agora, quem poderá me defender?".

E Carrossel (aaah, o Carrossel), esse aí era o dramalhão mirim mais envolvente de todos. A querida professorinha Helena, os alunos estereotipados, todos diferentes em perfil e aparência, cada um vivendo seus dramas. Quem não tomava as dores do Cirilo com o descaso da Maria Joaquina? Quem não suspirava de amor junto com Laurinha? Por que "isso é tãão romântico". E todos os outros encantadores personagens que merecem um post à parte.

Nossa geração não assistia Pokémon e desenhos japoneses de luta na televisão, assistíamos os enredos disponibilizados pelo SBT, que nos imergiu no fabuloso mundo dos dramalhões mexicanos.

O que isso significa? Da mesma forma que os desenhos japoneses malucos deixam as crianças de hoje violentas, nós, da geração anos 80, temos nossas veias tingidas pelo intenso vermelho mexicano. Deixemos ele fluir!

E para matar a saudade, um link referência.

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